O seu Data Center gera dados. A questão é se ele gera resultados.

No dia a dia de um Data Center, é fácil acabar medindo a atividade em vez do seu impacto. A equipe trabalha, mas ao final do trimestre os mesmos problemas continuam lá. A isso chama-se trabalhar em outputs quando o que importa são os outcomes.

O que é cada coisa?

Um output é o resultado direto de uma tarefa: o relatório entregue, o painel em produção. Algo que pode ser contado e verificado.

Um outcome é o que acontece a partir desse trabalho. Por exemplo, uma decisão de ampliar a capacidade tomada com dados reais em vez de estimativas, ou uma parada que não chegou a ocorrer porque o sistema a antecipou. 

"Ter um sistema de monitoramento é um output. Reduzir as paradas não planejadas é um outcome."

A diferença muda completamente como se gerencia um CPD, como se justifica o orçamento e que decisões são tomadas a cada semana.

Output (o que é feito)Outcome (o que é alcançado)
Monitorar 500 ativos de TI
Menos incidentes não planejados
Gerar alertas de temperatura
Paradas por superaquecimento que não ocorrem
Elaborar um relatório de capacidade
Crescer sem superdimensionar o CPD
Automatizar o inventário de servidores
Horas recuperadas a cada semana para outras tarefas
Correlacionar alarmes de energia
Falhas detectadas antes de chegarem ao negócio


Por que as equipes ficam presas aos outputs

As equipes de operação de Data Center sabem o que fazem. A dificuldade vem de como as ferramentas e a cultura ao redor delas estão configuradas.

Muitas equipes já possuem um DCIM e, ainda assim, trabalham em outputs. A ferramenta é usada como um repositório: os dados são salvos e visualizados, mas ninguém os cruza com outras fontes nem os conecta com o que importa para o negócio. Um DCIM que não é bem utilizado é, na prática, apenas mais um output.

A isso se soma uma cultura de operação que premia a resolução de incidentes. Prevenir um que nunca chega a acontecer quase nunca gera o mesmo reconhecimento, embora seja mais valioso para o negócio.

O que precisa acontecer com o dado

Passar de outputs para outcomes depende do que é feito com a informação que o CPD gera. Capturá-la é necessário, mas não é o que faz a diferença.

Um dado solto não orienta nenhuma decisão. Se a temperatura de uma sala é medida a 27 graus e fica por isso mesmo, é apenas um número. Esse mesmo dado, cruzado com a carga dos equipamentos e o comportamento histórico, pode antecipar um problema antes que ele ocorra. Esse cruzamento é o que transforma o output em outcome.

Para que isso funcione, o inventário precisa estar automatizado, os dados de TI precisam falar a mesma língua que os das instalações, e tudo isso deve servir para tomar decisões reais sobre capacidade e manutenção. Quando essas condições são atendidas, a informação passa a ter utilidade operacional.

Como saber em que ponto você está

Existem algumas perguntas que ajudam a diagnosticar. Se você sabe em tempo real quais ativos possui e em que estado eles se encontram, se você consegue cruzar automaticamente a informação de TI com a de suas instalações, e se suas decisões de capacidade se baseiam em dados em vez de experiência acumulada, provavelmente sua equipe já trabalha orientada a outcomes. Se alguma dessas respostas gera dúvidas, há margem para melhoria concreta.

Para isso existe o DCiM, bem implementado

Um DCiM bem implementado conecta o que acontece no CPD com decisões que têm impacto real. Os dados não se limitam a ser armazenados: eles são cruzados com outras fontes e permitem agir antes que os problemas cheguem à superfície.

Na gestão de capacidade, o DCiM oferece uma imagem integrada da infraestrutura, de modo que as decisões de crescimento são tomadas com base em uma realidade. No planejamento, antes de mover um servidor ou adicionar um rack, permite simular o cenário e ver seu impacto. Isso é um outcome antes de gastar um euro.

A automação de mudanças reduz erros porque cada modificação fica autodocumentada, e a integração com outros sistemas dá ao CPD visibilidade em toda a organização, da camada física à lógica.

"70% das paradas em um Data Center devem-se à falta de informação confiável. O DCiM existe para que isso deixe de acontecer."

Um DCiM bem aproveitado faz com que cada ação possa ser medida em termos de resultado. Quando isso não ocorre, a ferramenta acaba sendo uma fonte de outputs que ninguém consegue aproveitar de fato.


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